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O que é a
ciência da genética? Muito simplificadamente, é o estudo de dois tópicos
principais, herança e variação. A herança é causa das semelhanças entre
indivíduos. Esta é a razão pela qual irmãos e irmãs com os mesmos pais
assemelham-se uns aos outros. Variação é a causa das diferenças entre indivíduos.
É por esse motivo que irmãos e irmãs que realmente se assemelham uns aos
outros ainda são indivíduos únicos. A ciência da genética tenta explicar o
mecanismo e a base tanto para as semelhanças quanto para as diferenças entre
indivíduos aparentados. Alem
do mecanismo de herança e variação, a genética também abrange outros
assuntos interessantes.A explicação para a tremenda variação encontrada em
todas as formas de vida é uma das principais questões que cuida a genética .
Essa variação fornece a matéria prima na qual agem o processo de especiação.
Outra área de interesse dos geneticistas é o desenvolvimento: Todos os
organismos começam seu ciclo vital como uma só célula, mas nas formas
multicelulares está única célula origina o organismo multicelular complexo,
contendo numerosos tipos de células. Como ocorre este processo de
desenvolvimento é uma das principais questões em genética. A Revolução Genética
A revolução genética esta saindo do laboratório e entrando na vida
cotidiana. Já lhe afetou de alguma forma?Considere só:
Atualmente bactérias geneticamente modificadas podem produzir em
abundancia valiosas drogas medicamentosas, tais como a insulina, o hormônio de
crescimento humano e uma vacina para a hepatite-B.
Nos Estados Unidos, iniciaram-se experiências clinicas com duas vacinas
em potencial contra a AIDS, ambas criadas através da genética.
Tornaram-se possíveis alguns testes pré-natais de numerosas doenças
herdadas, uma vez que se encontram no ADN ( DNA) humano marcadores para tais
doenças. Introduzi-se um teste pré – natal altamente sensível e muito rápido
para a anemia falciforme.
Os verdadeiros genes que causam certas doenças hereditárias já foram
identificados, em alguns casos , reproduzidos pela clonagem, por meio da
engenharia genética.
Em 1987, o Departamento de Patentes do EUA declarou que já estava pronto
para considerar os pedidos de patentes de animais que tivessem sido alterados
através da tecnologia da engenharia genética, criando um aceso debate entre
cientistas e peritos em ética. Em abril de 1988, concedeu – se uma patente um
rato.
A tecnologia da Engenharia Genética
Todas as células vivas são controladas pelas suas características genéticas,
que são transmitidas de uma geração a outra. Essas instruções genéticas são
dadas por um sistema de códigos baseada
numa substancia chamada DNA (ácido desoxirribonucléico) que contem mensagens
intrínsecas a sua estrutura química.
A engenharia genética, de uma maneira geral, envolve a manipulação dos
genes e a conseqüente criação de inúmeras combinações entre genes de
organismos diferentes. Os primeiros experimentos envolveram a manipulação do
material genético em animais e plantas com a transferência dos mesmos para
microorganismos tais como leveduras e bactérias, que crescem facilmente em
grande quantidades. Produtos que primariamente eram obtidos em pequenas
quantidades originados de animai e plantas, hoje podem ser produzidos em grandes
escalas através desses organismos recombinantes.
Outros benefícios também foram obtidos com as técnicas da engenharia
genética: A inserção de genes de uma determinada espécie em outra não
correlacionada, pode vir à melhora esta última, que passa a apresentar
determinadas características outrora não existente. Produção de vacinas, melhora de características agronômicas de plantas e da qualidade dos animais de corte, pó exemplo, perfazem um quadro das melhoras trazidas com a utilização da tecnologia do DNA recombinante ou da chamada engenharia genética. A molécula de DNA:
A
molécula de DNA contém subunidades chamadas nucleotídeos. [Cada nucleotídeo
é formado por um açúcar (desoxirribose), um componente fosfato e uma das
quatro diferentes bases, dadas pelas purinas [adenina (A) e guanina] (G)], e
pelas pirimidinas [citosina(C) e timina(T)].Cientistas descobriram que o DNA é
formado por duas fitas de nucleotídeos complementares, que são ligadas por
pontes de hidrogênio (a base A pareia-se com T; a base C pareia-se com G). A
estrutura total do DNA assemelha-se a escada. O corrimão é estruturado pelo açúcar
e pelos grupos fosfatos; os degraus são estruturados pelas bases. A
tecnologia do DNA recombinante:
A
identificação dos genes não é tudo. O próximo passo nessa tecnologia faz-se
pela cópia dos mesmos e a sua inserção em outras células. Essas células
podem ser bactérias ou outros microorganismos que crescem facilmente, ou células
de plantas e animais, onde o determinado gene inserido traduz uma proteína
requerida pelo organismo. Para esse trabalho os cientistas utilizam novas técnicas
bioquímicas, usando enzimas que quebram a fita de DNA em pontos específicos.
Com isso o DNA pode ser manipulado, pois o fragmento quebrado pode ser inserido
em outra fita de DNA (em outro organismo, por exemplo, que também tenha
identificação sofrido a quebra do seu DNA).
A inserção de genes dentro de diferentes organismos pode ser feita
facilmente com a utilização de plasmódios bacterianos. Alguns desses plasmódios
podem passar facilmente de uma célula para outra. Esses plasmódios são
capazes de sintetizar a proteína desejada, mediante a inserção de uma seqüência
especifica de DNA. A insulina humana utilizada no tratamento da diabete pode
agora ser produzido. O código Genético
Antes de os cientistas poderem se utilizar às técnicas do DNA
recombinante, eles precisaram decifrar o código genético. Descobriram que o
DNA se constituiu numa molécula formada por uma dupla fita em espiral, formando
uma hélice. Cada gene é um segmento da fita de DNA que transcreve ou decodifica uma determinada proteína. A molécula de DNA é longa e formada por 20 diferentes tipos de aminoácidos, sendo extremamente versátil.
O código genético dado pela dupla fita
de DNA é traduzido em seqüências de aminoácidos codificando as proteínas.Esse
passo (DNA_ proteínas) exige um intermediário que é dado pela molécula de
RNA mensageiros (morna), molécula similar ao DNA, mas que se constitui de uma
única fita helicoidal e com composição distinta.
O corpo humano processa cerca de 30.000 tipos de proteínas, tendo cada
uma diferente e especifica função. Esta função pode ser fisiológica ou
estrutural.A proteína hemoglobina, por exemplo, carrega, oxigênio no sangue. O
colágeno é uma proteína estrutural encontrada em diversas partes do nosso
organismo incluindo nariz e os lobos das orelhas. A insulina controla o teor de
açúcar no sangue e no interior das células.
Assim, para se trabalhar com a chamada engenharia genética, controlando
as características das proteínas a serem produzidas nos organismos, foi de
importância crucial o conhecimento do código genético. Dentro
das células cada seqüência de três bases na fita do DNA há a decodificação
de um dos 20 aminoácidos. A união desses aminoácidos perfaz uma proteína. Por
que é polêmico?
Nas mãos de um artesão habilidoso, uma
massa de argila mole pode ser moldada em praticamente qualquer peça. As células-tronco
embrionárias são o equivalente vivo dessa argila. Elas podem, em tese,
produzir praticamente qualquer uma das mais de 200 espécies de células que
formam o corpo humano. Como fazem isso? Veja o que acontece com uma célula-ovo
(óvulo) recém-fertilizada.
Logo após a fertilização, o óvulo começa a se dividir. Nos humanos,
cerca de cinco dias de dividir. Nos humanos, cerca de cinco dias de divisão
celular resultam numa bolinha de célula chamada blastocisto. É basicamente uma
esfera oca composta de uma camada externa de células, parecida com uma
concha, e de um pequenino aglomerado de umas 30 células chamado massa
celular interna, que se fixa na parede interna da esfera. A camada de células
externa se torna a placenta, e a massa celular interna, o embrião humano. No
estágio blastocisto, porém, as células da massa celular interna ainda não
começaram a se especializar na formação de tipos específicos de células,
tais como células nervosas, renais ou musculares. Por isso são chamadas células-tronco.
E, visto que dão origem a
praticamente todos os diferentes tipos de células do corpo, são chamadas pluripotentes.
Para entendermos o porquê da empolgação e
polemica em torno das células-tronco, vejamos o que os cientistas já
fizeram até agora e quais são suas metas, começando com as células-tronco
embrionária. Por
que tanta preocupação?
O principal foco de preocupação é
o processo de extrair células-tronco embrionária essencialmente destrói o
embrião. Isso, explica a Academia Nacional de Ciências, priva o embrião
humano de qualquer potencial adicional de se transformar num ser humano pleno.
Para quem acredita que a vida de um ser humano começa da concepção, as
pesquisas sobre as célula-troncos embrionárias violam dogmas que proíbem a
destruição da vida humana e o uso da vida humana com meio para outros
objetivos, não importa quão nobres sejam esses objetivos.
Onde os laboratórios obtêm os embriões para extração das células-tronco?
Em geral em clinicas de fertilização artificial, onde mulheres forneceram óvulos
para a fertilização in vitro.Embriões que sobram usualmente são
congelados ou, entram, descartados. Certa clinica na Índia descarta mais de mil
embriões humanos por ano. Animais e plantas transgênicas
Resultam de experimentos de engenharia genética nos quais o material genético
é movido de um organismo ao outro, visando à obtenção de características
especificas.
Em programas tradicionais de cruzamento, espécies diferentes não se
cruzam entre si. Com essas técnicas transgênicas, materiais genéticos de espécies
divergentes podem ser incorporados por uma outra espécie de modo eficaz. O
organismo transgênico apresenta características impossíveis de serem obtidas
por técnicas de cruzamento tradicionais. Por exemplo, gêneses produtores
insulina humana podem ser transfectado em bactéria E.coli. Essa bactéria
passa a produzir grandes quantidades de insulina humana que pode ser utilizada
com fins medicinais. Considerações
A técnica usada na tentativa de produzir clones de gente é bem parecida
com aquela que trouxe ao mundo a ovelha Dolly, em 1997, e outros tanto mamíferos
desde então. São centenas de óvulos para gerar alguns poucos embriões.
Em seres humanos, até hoje nenhum deles vingou, devido a causas ainda
desconhecidas. Diante do fracasso, expresso em abortos espontâneos e fetos mal
formados, restam alguns milhões de dólares investidos e grupos de doadoras de
óvulo, de candidatos à clonagem, e de mães de aluguel. A
meta é trazer ao mundo um bebê saudável, o que provavelmente daria ao
pesquisador o Prêmio Nobel pelo nascimento do primeiro clone humano. |
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