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Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Também conhecida como doenças venéreas, são aquelas que passam de uma pessoa para outra nas relações sexuais. Se você tiver alguma ferida, corrimento, íngua, verruga, ardência ou outros sintomas nos órgãos sexuais, procure imediatamente um médico. A maioria das DSTs são fáceis de tratar e existem remédios gratuitos nos serviços públicos de saúde. Quando você tem uma DST é fundamental que seu parceiro (a) também se trate. Assim, você não se contamina novamente.

 AIDS

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma doença normalmente fatal na qual o sistema imunológico falha em conseqüência da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). É possível ser portador do vírus - ou HIV positivo - durante 10 anos ou mais sem desenvolver a AIDS. O vírus é transportado pelo sangue, sêmen ou outros fluidos do organismo e é geralmente transmitido durante relações sexuais não protegidas, por transfusão com sangue infectado ou pelos compartilhamentos de seringas infectadas. É ainda transmitido pela mãe ao feto, caso não faça o tratamento adequado para que o feto não seja soro positivo. O HIV não se transmite através de contatos físicos casuais. Uma vez na corrente sangüínea, o vírus ataca células que fazem parte do sistema imunológico. Os doentes morrem de infecções oportunistas - que normalmente não afetam pessoas com um sistema imunológico saudável - tais como formas raras de pneumonia e câncer de pele. Não tem cura. A doença predomina na África Central e Meridional, onde afeta uma em cada 12 pessoas. O único método para não se pegar a AIDS é se prevenindo, ou seja, usando camisinha!

 Herpes

É causada por vírus e sua maior manifestação é a formação de vesículas (pequenas bolhas), que rompem causando dor, tipo queimação ou ardência, nos órgãos genitais, as quais cicatrizam sozinhas. O agente causador da doença é o Vírus Herpes Simplex tipo 1 ou 2. Na verdade, o tipo 1 é mais comum no herpes labial e o tipo 2 no genital.
Geralmente quando o vírus entra em contato com uma pessoa, esta desenvolve anticorpos, produzindo, assim, imunidade. Por problemas diversos, pode ocorrer um distúrbio imunológico, que favorecerá a reinfecção do vírus do herpes, causando sintomas.
Entre os fatores que favorecem a queda imunológica, podemos citar: traumatismos na área genital, problemas emocionais (ameaça ou perda da pessoa amada, dificuldades financeiras, profissionais ou sexuais, etc.), doenças infecciosas debilitantes, exposição a raios solares etc. A doença aparece e desaparece espontaneamente, estando ligada aos fatores desencadeantes que conduzem ao stress. Os surtos da doença podem ser de caráter mensal, bimestral, semanal, anual etc., e a isso denomina-se recidiva.
Infelizmente não há tratamento eficaz para o Herpes. Hoje, vários medicamentos são usados na tentativa de diminuir o período de manifestação da doença e aumentar o intervalo entre os surtos. Por isso é muito importante tentar manter-se tranqüilo, procurando resolver os possíveis problemas que levam ao stress.

 Blenorragia ou Gonorréia:

Também chamada blenorragia, a gonorréia é provocada por um gonococo, bactéria de forma arredondada que se instala nas mucosas. A infecção se localiza em diversas glândulas do aparelho genital do homem e da mulher e costuma afetar as mucosas da uretra, do colo uterino e do reto. O tratamento com penicilina e outros antibióticos é extraordinariamente eficaz para combater a gonorréia. A infecção pode deixar seqüelas graves: esterilidade, tanto no homem, se o epidídimo for atingido, quanto na mulher, se houver inflamação das trompas, e cegueira no recém-nascido contaminado pela mãe.
Durante muito tempo os especialistas acreditaram que sífilis e gonorréia eram a mesma doença. Só no início do século XX foram registrados progressos significativos na identificação das duas enfermidades, com a descoberta dos microrganismos que as causam e o desenvolvimento de testes de detecção. Entre 1940 e 1950 a erradicação dessas duas enfermidades parecia iminente, mas logo depois sua incidência voltou a aumentar. O recrudescimento foi provocado por diversas causas, entre as quais a redução das campanhas de prevenção, a crescente resistência dos microrganismos aos antibióticos e diversos fatores sociais que influenciaram o comportamento sexual.

Cancro mole

Semelhante ao cancro da sífilis primária, o cancro mole, cancróide ou "cavalo" é provocado pela bactéria Haemophilus ducreyi. Ao lado do granuloma inguinal e do linfogranuloma, é doença de alta incidência nos trópicos. O período de incubação varia de três a cinco dias, após os quais surgem feridas muito dolorosas nos órgãos genitais, acompanhadas de ínguas nas virilhas. O tratamento, à base de tetraciclinas, deve ser feito pelo casal.

Candidíase:

É causada por um fungo, Cândida albicans. Este fungo encontra-se presente em 20 a 30% do meio vaginal da população feminina adulta. Por motivos diversos, a cândida começa a atingir a vagina, produzindo um corrimento branco, com grumos, tipo leite coalhado, acompanhado de intensa coceira.

Entre os fatores que provocam a agressão estão: Gravidez, Diabetes, Uso de antibióticos, Stress, etc. O homem, na maioria das vezes, não apresenta manifestações da doença, mas, dependendo dos cuidados com a higiene pessoal, pode apresentar, no pênis, moderada coceira, acompanhada de discretos grumos também brancos.
Os recém-nascidos de mães com candidíase vaginal freqüentemente apresentam lesões na boca, conhecidas popularmente como o "sapinho".

Condiloma Acuminado:

O Condiloma Acuminado, ou crista de galo é uma doença causada pelo mesmo Vírus (Papilomavírus) que causa a verruga comum. As lesões do Condiloma nos órgãos genitais são tipo verrugas que lembram uma couve-flor. Na condilomatose extensa de localização vulvar e vaginal, o parto normal está contra-indicado.

Nestes casos, opta-se por cesariana e aproveita-se a anestesia para queimar (cauterizar) as lesões.
Normalmente o tratamento é feito com substância que só os médicos devem manusear, pois podem causar sérios problemas quando usadas sem os cuidados necessários.

Escabiose:

Também conhecida como Sarna, é produzida pelo Sarcoptes scabiei, que é um parasita da família dos aracnídeos (aranha). É transmitida por contato direto pessoal, não possuindo preferência por idade, raça ou sexo. A principal manifestação da doença é a intensa coceira (prurido) na pele afetada, ocorrendo com isso várias feridas puntiformes.

Granuloma Inguinal:

Também conhecido como Donovanose, é uma doença pouco freqüente, felizmente. Suas lesões são úlceras crônicas nos órgãos genitais, que geralmente não apresentam dor. Estas lesões possuem evolução muito lenta e freqüentemente acometem pessoas de baixíssimo nível sócio-econômico, que só procuram auxílio médico após anos com a doença.

Linfogranuloma:

Também conhecido como Mula, esta doença é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Inicia-se com uma discreta lesão nos órgãos genitais, que, na maioria das vezes, não é percebida. Causa grande íngua na virilha (bubão), que tende a se romper em múltiplos orifícios. Sua evolução é muito lenta e pode causar elefantíase, que é um aumento acentuado dos órgãos genitais externos.

Na mulher, pode também causar estreitamento do ânus, porque esta doença traz grande comprometimento linfático do períneo, produzindo fístulas ao redor do reto, que, cicatrizando, levam à fibrose e diminui o calibre deste órgão, chegando, em alguns casos, a total obstrução. Felizmente, estes casos crônicos são atualmente raros no Brasil, sendo mais comuns em alguns países africanos.

Sífilis:

É mais grave que a gonorréia, pois pode afetar os pulmões, o coração, o fígado, o sistema nervoso. É adquirido pelo ato sexual e por transfusões sangüíneas. Assim, a mãe também pode passá-lo ao feto pela placenta antes mesmo do nascimento, afetando o fígado, ossos e sistema nervoso do bebê, podendo levá-lo a morte.

Vinte dias após o contágio surge uma pequena ferida, em geral, nos órgãos genitais (fase primária). Em poucos dias ela desaparece, mesmo sem tratamento, o que faz com que muitos não procurem o médico, pensando estarem curados.
Após 2 a 3 meses surgem manchas avermelhadas em diversas áreas do corpo, dores de cabeça, feridas na boca e garganta (fase secundária). Nesse período ela se torna altamente contagiosa.
Novamente seus sintomas podem regredir, mas nesse momento a doença começa a se espalhar pelo corpo, levando meses ou anos para manifestar-se (fase terciária). Afeta então olhos (causando cegueira) e o coração, até levar o indivíduo a morte.
Existe tratamento muito eficaz nas primeiras fases, sendo geralmente a sífilis detectada pelo exame de sangue. O indivíduo afetado deve abster-se de relações sexuais durante o tratamento e avisar seus parceiros para tomarem as devidas precauções.

Tricomoníase:

Esta DST é causada pelo parasita Trichomonas vaginalis. Na mulher pode produzir corrimento vaginal amarelado, com odor ativo, viscoso e por vezes espumoso. Em alguns casos, pode causar desconforto ao urinar.
Os homens que mantém atividade sexual com mulheres infectadas não apresentam manifestações evidentes no corpo, mas, com o decorrer dos anos, poderão surgir lesões nos testículos, que levam a diminuição do
número de espermatozóides, podendo causar esterilidade. Por isso, o tratamento tem que ser obrigatoriamente simultâneo para ambos parceiros.

Uretrite:

A Uretrite não Gonocócica, já que se trata de uma infecção no canal do pênis, mas que não é Gonorréia, pode ser causada por vários germes. A maioria dos homens com Uretrite não Gonocócica apresenta uma leve secreção na uretra (canal do pênis), sentem dor ou ardência ao urinar.

A Uretrite não Gonocócica pode ser uma doença grave quando não tratada. A maior parte das mulheres não possui sintomas da doença, porém podem transmitir a moléstia a seu parceiro.  

 Tratamento

O tratamento de qualquer doença deve ser feito por um médico, não faça auto-medicação nem tente soluções caseiras, pois alem de não curar e apenas esconder os sintomas pode também agravar a doença. 

Tenha em mente que quanto mais rápido você iniciar o tratamento mais rápida e barata será a cura.

A consulta periódica a um medico, mesmo que não tenha qualquer sintoma, é importante para uma pessoa sexualmente ativa.

 

Prevenção

Não existe vacina contra as doenças sexualmente transmissíveis, de modo que a prevenção consiste basicamente em evitar o contágio. Muitas vezes, a pessoa infectada por vírus ou bactérias causadores dessas doenças não apresenta sintomas e pode contaminar parceiros sexuais sem mesmo saber que está doente. Assim, as principais medidas preventivas consistem em evitar práticas sexuais promíscuas, mesmo com parceiros aparentemente limpos e saudáveis, e usar preservativos corretamente. A mulher só deve engravidar e amamentar depois de comprovar sua condição de não-infectada, para não contaminar o bebê. O doador de sangue deve ter resultados negativos para sífilis e AIDS, além da hepatite. Recomenda-se o emprego exclusivo de seringas e agulhas descartáveis e, no caso de médicos e enfermeiros que cuidam de portadores de sífilis e AIDS, o uso de luvas para manipular sangue e demais secreções do paciente.

ATENÇÃO!

A maioria das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), não apresenta sintomas fortes nas mulheres, quando estão no início. Isso porque o órgão sexual da mulher é "para dentro", enquanto que o do homem é "para fora". Por isso as mulheres precisam fazer exames com o ginecologistas (médico de mulher) pelo menos uma vez por ano. Se a mulher tem um corrimento (secreção vaginal) que não dá coceira, não tem cheiro, é transpararente e em pouca quantidade, não é doença. Qualquer alteração, é bom perguntar ao médico o que está acontecendo.
Usando sempre camisinha, a gente fica livre das DSTs e da AIDS. Mas, preste atenção! Tem que colocar e tirar do jeito certo! Não pode usar vaselina nem cremes gordurosos, porque estraga a camisinha e, depois de usada, tem que jogar no lixo!

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Última modificação: 27 outubro, 2003